Mais de um mês; falta de tempo
setembro 12, 2007
Praticamente dois meses ser podermos atualizar nosso blog. Pois é! Muito trabalho, faculdade apertando, interesses em outras atividades longe do computador, e desejo de passar o tempo livre fazendo outras coisas que não na frente de um PC. E dessa vez viemos aqui não para dar notícias estraordinárias, fazer críticas a produção ou dar uma de fanboy. Viemos para reclamar um pouco mais sobre a respeito da febre hollywoodiana de adaptações.
De tempos em tempos assistimos bons filmes, com histórias extraordinárias. Ou lemos a respeito de um roteiro fantástico com um enredo muito interessante. Nos empolgamos e ficamos anciósos. Contudo, ficamos frustrados ao final pois descobrimos que aquela história espetacular trata-se apenas de mais uma adaptação. E qual o problema em ser uma adaptação? Isso o faz pior? Não, não o faz. Então, porque reclamamos tanto, vocês se perguntam? É bem simples, caro visitantes.
Como já falamos antes, estamos cansados de ver “Baseado em” “Inspirado por”. Por que? Porque acreditamos que é bem decepcionante imaginar que ninguém seja capaz de criar um roteiro totalmente original. Um que não seja uma seqüência, um que não seja uma adaptação. É bem frustrante assistir ao excelente Filhos do Amanhã e descobrir ao fim do filme que ele é baseado em um livro. Simplesmente porque você fica envolvido com a história, compra a idéia do filme, se interessa por cada segundo dele, diz para si mesmo “até que em fim um filme realmente bom que não é uma adaptação”, mas ao final descobre que ele o é.
E você começa a questionar… “Por que 8 dos 10 mais assistidos filmes no cinema são adaptações ou continuações?” Seria porque os produtores não querem arriscar em algo que não tenha previamente uma audiência garantida? Ou estão os escritores totalmente sem novas idéias?
Não estamos dizendo que adaptações não devam existir no cinema, pelo contrário, estamos assustados com a quantidade absurda desse gênero de filme. E mais uma vindo do novo nicho – os quadrinhos – é a última coisa que queremos.